Estratégia

Como fugir da multidão a surfar em Portugal

Como fugir da multidão a surfar em Portugal

Pela redação da wavesdays · Atualizado 3 de setembro de 2026 · Normas editoriais

A costa portuguesa está cheia nos sítios óbvios nas alturas óbvias. Mude uma de três coisas -- quando, onde, ou a que horas -- e esvazia depressa.

Carcavelos num sábado de sol, Supertubos numa ondulação, Ribeira d'Ilhas em agosto: são as ondas mais cheias do país e nota-se. A solução não é um spot secreto, é uma pequena mudança no plano.

Mude o quando

O verão é a época cheia porque está quente e as ondas são pequenas e amigáveis. Do fim de setembro a novembro há surf melhor e mais consistente, água suficientemente quente e uma fração da gente. A primavera é mais fria mas igualmente calma. O meio da semana é muito mais vazio do que o fim de semana em todo o lado perto de Lisboa e do Porto.

Mude o onde

Para cada vila famosa há uma mais calma na mesma ondulação. Santa Cruz em vez da Ericeira ou de Peniche. As praias a sul da Costa da Caparica, alcançadas pelo comboio de verão, em vez da ponta norte movimentada. O Furadouro em vez de Espinho ou Matosinhos no norte. As regiões de cobertura leve -- Norte, Costa Vicentina, a costa do Centro -- são calmas quase por definição, e a Costa Vicentina em particular compensa uma caminhada por um trilho de arriba.

Mude a hora

O movimento mais eficaz perto de Lisboa: surfar de madrugada. A nortada de verão estraga a maioria das praias expostas da costa oeste já no início da tarde, por isso o pico que está cheio às 11h estava limpo e meio vazio às 7h. As primeiras luzes também batem a multidão de bate-e-volta em todo o lado.

Juntando tudo

Uma manhã de terça em outubro em Santa Cruz é um desporto diferente de uma tarde de sábado em agosto em Carcavelos, no mesmo troço de costa.

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